Agosto | 2019

Aprendendo a amar

Lucy Dias Ramos

eledias35@gmail.com

Estamos todos interligados e nossa destinação é caminhar na direção da união, da plenitude e conquista de um mundo melhor e mais feliz

 

Mestres humanistas, religiosos e filósofos espiritualistas, desde remotas eras, apregoam a necessidade de sermos compassivos, exercitarmos a solidariedade e o amor como solução adequada para atingir o equilíbrio físico e psíquico, beneficiando os que convivem conosco.

Compreendemos que esse amor dever ter início em nós, na busca do autoconhecimento, para encontrar o caminho de nossa redenção espiritual e adequar nossos atos ao padrão ético compatível com nossa evolução espiritual.

Somos seres gregários e interdependentes; nosso comportamento equilibrado e feliz atingirá os que caminham conosco e poderemos espargir luzes de esperança e fé aos que, ainda, não estejam conscientes das limitações que sofrem, por serem egoístas e indiferentes ao próximo, que é irmão em Humanidade, nosso irmão e filho de Deus.

A capacidade de amar e ser compassivo amplia nossos horizontes e descortinamos com clareza que Deus está no comando de tudo, que Jesus nosso Mestre deixou para todos nós um roteiro seguro a guiar nossos passos e iluminar nossas consciências, tendo como estrutura básica o amor incondicional a todos e a nós mesmos.

Todos os pacificadores e empreendedores do bem comum encontram, na afetividade aos seus semelhantes e nas obras a que se dedicam, o estímulo de que necessitam. Reconhecem que o amor vige em todos os seres vivos e que expressar esse sentimento — ínsito em nossa consciência como a centelha divina — será o meio de colimar os fins almejados, porque estamos todos interligados e nossa destinação é caminhar na direção da união, da plenitude e conquista de um mundo melhor e mais feliz!

Vivemos, atualmente, tão presos à tecnologia e às redes sociais que estamos, mesmo sem perceber, perdendo o sentido existencial de uma convivência fraterna, humana e mais pessoal... Muitos se distanciam dos que amam, ou supõem amar, usando apenas os contatos através da rede social para expressar seus sentimentos.

Mas precisamos aprender a amar em plenitude...

Olhar com o coração para sentir realmente o que se passa no íntimo de quem nos busca ou a quem procuramos para ajudar ou ser ajudado, compartilhar e conviver harmoniosamente.

O amor tem fases, ciclos ao longo da existência e quanto mais vivemos, e nos autoconhecemos, atingimos a maturidade física e emocional para que mais profundo e pleno se torne o amor pelos que estejam caminhando conosco.

Aprende-se a amar doando-se, tendo empatia, exercendo a benevolência e a compreensão, perdoando, aceitando a diversidade, sem barreiras, sem limitações. Somente quem ama assim compreende este sentimento maior que o ser humano pode desenvolver, como alicerce de sua felicidade real e de sua plenitude no caminho de autoiluminação.

Após um longo aprendizado, sob os toques na alma que me despertaram para o sentido existencial e da amplitude do amor, quando direcionado por sentimentos altruístas de generosidade e compaixão, posso dizer que amo...

Amo sem preconceitos, sem receio de me expor, sem condicionamentos ou exigências, respeitando meus amigos e familiares e agradecendo a Deus, todos os dias, a bênção de tê-los ao meu lado.

Todos nós temos um amigo ou amiga especial, que se identifica conosco, que tem reciprocidade e age em consonância com o que admiramos e respeitamos, seja na Natureza, nas pessoas, na maneira de agir com o próximo, nos atos diários e na vida profissional.

Somente amigos ou amores assim perduram ao longo do tempo, enfrentando os ciclos normais da existência, através de um suceder de momentos felizes ou infelizes, alegres ou tristes, enfrentando a tudo com harmonia íntima e segurança.

Porque somente o amor que nos faz assim é confiável... Conhece o outro nos silêncios ou nos momentos de diálogos; sente e percebe no olhar e nos gestos o que se passa com o ser amado.

Nem todos amam do mesmo jeito, é natural... Somos seres distintos, únicos, mas é bom que encontremos alguém com maior afinidade e identidade de gostos e nível ético compatível.

Assim, estaremos sempre felizes através do amor compartilhado livre e elevado, sentindo-nos em paz e confiantes, exercitando tudo que temos em comum e que nos torne, realmente, filhos de Deus, que é AMOR!

setembro | 2019

MATÉRIA DE CAPA

O Clarim – setembro/2019

Precisamos olhar com o coração para sentir realmente o que se passa no íntimo de quem nos busca.

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